A ferramenta que me permite construir uma empresa trabalhando 2h por dia
Testei Bubble, Flutterflow e WeWeb. O relato de como reduzi 6 meses de desenvolvimento para apenas 40 dias e viabilizei meu SaaS como um One-Person Business.
Sou programador PHP. Em todos os meus projetos, o framework Laravel é a minha zona de conforto. Se eu fosse seguir o caminho natural, meu SaaS nasceria assim, backend com Laravel Framework e o frontend com componentes Blade. Funcionaria super bem.
Mas eu adotei uma filosofia de negócios diferente: eu sou um One-Person Business.
E veja bem, isso não é por falta de opção, é uma escolha estratégica. Decidi construir uma empresa enxuta, de alta margem e sem a complexidade de gerir grandes equipes ou infraestruturas pesadas. O objetivo é manter a operação leve e focar 100% da energia no produto e clientes.
Porém, essa filosofia traz um desafio claro: o tempo.
Como tenho um trabalho principal, dedico apenas 2 horas por dia neste novo projeto.
Para que esse modelo de negócio de certo, eu não posso me dar ao luxo de gastar tempo configurando servidores e programando tudo do zero. Eu preciso de mais agilidade. O backend eu resolvi rápido, o Supabase. Nada de reinventar a roda, vou programar em Javascript nas edge functions e pronto. O Backend está resolvido, mas e o frontend? Qual a melhor forma de desenvolver as telas do meu SaaS tendo apenas 120 minutos por dia?
A resposta óbvia era: Plataforma LowCode.
Mas aqui entra o meu lado chato de desenvolvedor. Na minha opinião, plataforma LowCode cai muito bem quando o backend é separado, mas eu tinha medo de ficar preso em ferramentas limitadas. Eu nunca tinha usado isso para sistemas, só para sites com Elementor Pro.
Então, decidi testar. Fiz minha lição de casa, vi vídeos e cheguei nas três líderes: Bubble, Flutterflow e WeWeb.
Mas eu não ia testar com “Olá Mundo”. Eu precisava de um caso real. Peguei os desenhos do meu SaaS no Figma: tela de login, cadastro, lista de clientes e edição. E estabeleci uma lista de critérios inegociáveis. Para eu usar a ferramenta, ela precisava permitir:
Componentização para os templates: Capacidade de injetar conteúdo dinâmico em estruturas fixas. Odeio copiar e colar. Preciso criar um elemento uma vez e reutilizar em várias telas.
Tratamento de erros nos fluxos de ações: O famoso Try Catch.
Design System: Padronização de tipografia, paleta de cores, espaçamento etc. Precisa ser fácil de manter.
Javascript personalizado: Liberdade para criar funções.
Exportação de código: Não quero ficar refém da plataforma.
Git e APIs: Controle de versão e conexão fácil.
Vamos para a batalha.
Bubble
Primeiro fui no Bubble, o queridinho da comunidade lowCode. Sendo bem honesto? Descartei rapidinho. Ele foi reprovado mais ou menos em 80% dos meus requisitos. Achei muito estranho a forma como as coisas funcionam lá. Muito copia e cola. Não consegui utilizar os componentes de forma correta, tudo parecia meio enjambrado. Dava para fazer? Dava. Mas parecia gambiarra. Depois entendi que o Bubble é feito para outro público. Tchau, Bubble.
Flutterflow
Aí fui testar o Flutterflow. Criei todas as telas de novo. Criei cada componente, entendi o design system, conectei com as APIs. Logo de cara achei interessante. É uma plataforma feita para desenvolvedores. Tem árvore de widgets, uma boa ferramenta de fluxo de lógica, sistema de componentização robusta.
Confesso que apanhei um pouco. Minha base pessoal é Web, e a base do Flutterflow é Mobile. A lógica muda. Também tive dificuldade em ter que ficar esperando para compilar cada alteração visual. Mas, com o tempo, fui me adaptando. A minha dificuldade não era na plataforma em si do Flutterflow, tudo lá é bem organizado, meu problema era na lógica de construir as coisas mesmo. Principalmente quando eu construía elementos responsivos. Também notei que a reatividade dos elementos criados em Dart é diferente dos elementos reativos do Javascript. Isso dificultou algumas coisas. Fiquei empacado em algumas situações simples por conta de alguns problemas da própria tecnologia Flutter / Dart. Percebi que a tecnologia web é melhor nisso, talvez por conta do HTML estar mais integrado com o Javascript através do DOM, sei lá.
Fiquei 6 meses nessa. Criei a primeira versão do meu SaaS, com o primeiro módulo rodando. Cadastro, login, gestão de usuários, tudo funcionando. Ficou bom! Eu estava decidido a seguir com ele, mesmo com algumas ressalvas.
WeWeb
Durante esse processo, eu tinha dado uma olhada no WeWeb. Tinha achado a interface incrível, muito ágil. Alterou, apareceu. Sem compilação. Mas eu tinha esbarrado num problema técnico, eu achava que ele não tinha Slots na estrutura dos componente. Coisa que o Flutterflow fazia com maestria.
Sabe quando você cria um modal e quer que o miolo dele seja dinâmico? Eu não conseguia fazer isso. E isso era o requisito da minha lista. Frustrado, achei que a ferramenta era limitada e abandonei. A componentização é uma das partes mais importantes pra mim.
Mas calma! Era apenas ignorância da minha parte.
Recentemente, pensando em como financiar o crescimento do SaaS, decidi que pegaria alguns trabalhos extras de desenvolvimento. Mas não dava para pegar freelas em PHP, seria muito sofrido e demorado. Pensei, vou aprender LowCode e entregar projetos nesse perfil.
Resolvi dar uma segunda chance ao WeWeb e estudar a fundo. E adivinha? O tal slot existia. Mas lá o nome é DropZone. Que na minha cabeça, dava a impressão de ser uma área de arrastar arquivos, sabe? Quando entendi que DropZone era o Slot que eu tanto procurava, minha cabeça explodiu.
Eu refiz tudo
Decidi refazer tudo o que eu tinha feito no Flutterflow, agora no WeWeb. Entrei de cabeça. Dessa vez, consegui aplicar todas as boas práticas. Refatorei tudo, criei componentes de página com Header, Footer e Sidebar fixos, deixando apenas o slot para o conteúdo. Ficou perfeito.
O resultado me chocou:
Tempo no Flutterflow: 6 meses.
Tempo no WeWeb: 40 dias.
Sim, trabalhando as mesmas 2 horas por dia. Eu refiz meio ano de trabalho em pouco mais de um mês. Talvez porque o contexto Web seja mais natural para mim, ou porque a ferramenta roda liso no navegador sem compilar, mas a velocidade foi absurda.
Por que isso valida o One-Person Business?
Eu olhei para os números e a conclusão foi óbvia. Para minha filosofia de One-Person Business, velocidade e eficiência não são luxo, são sobrevivência.
O WeWeb atendeu todos os meus requisitos técnicos, inclusive exportar o código, caso a plataforma seja descontinuada amanhã. É estável, tem bom preço e me dá a liberdade de criar funções Javascript quando preciso.
Foi uma longa jornada de testes, lamúrias e cabeçadas, mas ainda bem que voltei atrás para testar o WeWeb. Hoje tenho uma stack definida e segura para criar minha renda passiva em 2026. E se você não é um programador, mas tem uma boa noção de ferramentas como Excel, Notion, Canva etc, e gostaria de usar lowCode para criar um aplicativo, o WeWeb também cai bem. Vai precisar de alguns meses de aprendizado, mas é muito, mas muito mesmo mais simples que programar. As vezes se tornar um programador é impossível mesmo, mas aprender uma plataforma lowCode, com certeza é possível e viável. É uma boa porta de entrada para a tecnologia. O WeWeb também se encaixa neste perfil.
Estou documentando cada passo do desenvolvimento desse SaaS aqui. Se você gosta desse assunto, construção de negócios, LowCode e vida real de empreendedor, considere assinar minha newsletter.
Dominar essa stack foi o que me permitiu ganhar essa velocidade. Também ofereço uma consultoria completa para quem quer desenvolver seu próprio SaaS ou sistema interno. Posso ajudar desde o planejamento até a entrega, tudo de forma estruturada, usando essa mesma eficiência que aplico no meu negócio.



