O cérebro do seu SaaS não pode ser de plástico
Backend não é lugar de improviso. Compartilho meus motivos para não deixar a IA escrever as regras e por que escolhi separar totalmente o back-end ao desenvolver em LowCode
Hoje eu preciso falar sobre a parte “chata” de criar um SaaS. Aquela que ninguém vê, não é bonita, não tem animação, mas que é, sem dúvida nenhuma, o cérebro da coisa toda: o Back-end.
É ali que os dados dos seus usuários moram. É ali que as regras do jogo são definidas. E, na minha opinião, a tecnologia que você escolhe para rodar isso é a decisão mais importante do projeto.
Ultimamente, tenho visto um movimento que me preocupa um pouco. Tem muita gente desenvolvendo SaaS na empolgação, sem bagagem técnica, confiando 100% do backend para as IAs. Sinceramente? Acho um erro gravíssimo.
Veja bem, eu não sou contra IA. O “Vibe Coding” veio para ficar, é divertido e acelera as coisas. Mas entregar o cérebro da sua empresa para uma IA escrever sozinha? Em algum momento vai dar ruim.
Pensa comigo: você coloca o SaaS no ar, as pessoas se cadastram, confiam os dados delas ali. De repente, numa atualização, a IA decide deletar uma coluna vital do banco ou muda uma regra de negócio silenciosa porque “achou melhor”. O sistema quebra. Você não sabe onde quebrou porque não foi você que escreveu. E pior: você pode ter problemas jurídicos sérios com vazamento ou perda de dados.
Vai por mim: o backend precisa de mão humana profissional.
Outra coisa que me dá calafrios é ver gente conectando ferramentas de LowCode diretamente no banco de dados. “Ah, mas é só configurar o RLS (Row Level Security) que tá seguro”.
Olha, na teoria é lindo. Na prática? Um sistema real é muito mais complexo do que “o usuário X só edita o dado Y”.
Imagina que você conecta o seu frontend direto na tabela do Supabase. Se você deletar um usuário direto pela tabela, quem valida se esse usuário podia ser deletado? E se ele era um administrador e o sistema não previu essa trava? E se você manda um dado “sujo” de um formulário e ele grava direto, criando inconsistência?
Quando tudo está amarrado direto no banco, você perde o controle.
Então, qual é o cenário perfeito para mim?
Eu gosto de separar as coisas. Uso o LowCode para o que ele é brilhante: criar telas, o Front-end. Mas o Back-end? Esse precisa ser isolado, blindado e feito por quem entende.
Isso te dá uma liberdade absurda. Se amanhã a ferramenta de LowCode que você usou para fazer as telas falir ou ficar cara demais, paciência. O cérebro do seu negócio, os dados e as regras, está seguro em outro lugar. Você só precisa refazer a “casca”.
E é aqui que entra a minha escolha: o Supabase.
Eu sou desenvolvedor há mais de 15 anos. Já subi muito servidor, configurei Docker, brinquei de DevOps, PHP com Laravel, Node... tudo isso é robusto e funciona. Mas, hoje em dia? Eu quero descomplicar.
Estou numa fase da vida em que quero terceirizar a dor de cabeça. Quero manter minha empresa enxuta. Não quero acordar de madrugada porque o servidor caiu ou porque preciso atualizar uma biblioteca urgente.
Eu quero que meus clientes confiem na minha empresa sabendo que a segurança e a infraestrutura estão nas mãos de gigantes que só fazem isso da vida.
Quando conheci o Supabase, foi amor à primeira vista (e confesso que me empolguei e soltei um “nunca mais vou configurar um servidor na vida” rs). Ele é um BaaS (Backend as a Service). Tudo pronto. Sento na cadeira e codifico o que importa: o negócio.
A parte mais interessante para mim são as Edge Functions.
Ao invés de conectar o frontend no banco, eu crio uma API usando essas funções. É uma arquitetura Serverless. O deploy é ridículo de rápido.
Minha rotina hoje é mais ou menos assim:
Começo com um plano detalhado (funcionalidades, campos, regras).
Rabisco um protótipo das telas para “ver” o software.
Vou pro Supabase e crio a estrutura de dados (tabelas, relacionamentos).
Crio as Edge Functions.
Cada funcionalidade tem seu endpoint. Dentro da função, eu coloco toda a regra de negócio, validação, permissão e tratamento de dados. Testo tudo no Postman.
Quando entrego isso para o Frontend, está tudo mastigado, seguro e, principalmente, desacoplado.
Se o front der pau, o back segura. Se o usuário tentar burlar o formulário, a função barra. É assim que se constrói um SaaS que aguenta o tranco e pode escalar sem medo.
Enfim, essa é a minha opinião de quem já bateu muita cabeça configurando servidor na unha. O Supabase me deu a paz que eu precisava para focar no produto.
Se você tem uma ideia incrível mas travou na hora de garantir que o “motor” do seu SaaS seja seguro e profissional, talvez eu possa te ajudar.
Eu ofereço uma consultoria onde posso desenvolver o projeto inteiro ou assumir apenas essa parte crítica do backend, deixando tudo pronto (e documentado) para o seu desenvolvedor frontend apenas conectar os pontos.
E se você curte esse tipo de conversa transparente sobre os bastidores de um SaaS, considere assinar a newsletter para acompanhar essa jornada.




Excelente artigo. Supabase em server próprio é melhor? Sucesso!