Por que decidi usar LowCode no meu SaaS mesmo tendo 15 anos de experiência com programação
Decidir qual tecnologia usar ao iniciar uma startup é um desafio. Neste artigo, compartilho como foi o meu processo de escolha entre a programação tradicional e as plataformas LowCode.
Sou desenvolvedor há mais de 15 anos. A minha reação natural, ao ter uma ideia de negócio, sempre foi abrir a IDE e começar a codar. É o que eu faço, é a minha zona de conforto. Mas, para este novo projeto, decidi pensar diferente.
Eu conheço bem os bastidores de uma empresa de software tradicional. Sei o custo real e os problemas que acompanham esse nicho. Quando decidimos criar uma startup onde o produto é o software, acabamos nos tornando reféns da tecnologia se não tomarmos cuidado.
Com o tempo, o cenário comum é precisar gerenciar uma equipe para o front-end, outra para o back-end, alguém responsável pela infraestrutura (DevOps), e por aí vai. Cada tecnologia traz consigo dezenas de bibliotecas, frameworks e a necessidade constante de gerenciamento de versões. Tudo precisa ser compatível com tudo. O resultado? A empresa incha. Você passa a gerenciar pessoas e dependências, e não o produto. OK! Sei que em muitos casos é assim mesmo, mas eu queria algo mais leve.
A busca pela Startup Enxuta
Eu não quero gerenciar essa complexidade toda. Meu objetivo é criar uma operação enxuta, focada em gerar renda passiva e entregar valor rápido.
Se eu fosse pelo caminho tradicional (High Code), teria controle total sobre cada pixel e cada linha de lógica, mas o custo de tempo e gerenciamento seria alto. Foi aí que surgiu a questão: Será que plataformas LowCode conseguem cuidar disso tudo para mim?
Seria confiável? Seria escalável?
Decidi estudar as plataformas disponíveis e testar. Pra isso, defini uma lista rígida de pré-requisitos técnicos.
Para eu aceitar usar ferramentas LowCode, elas precisava me oferecer:
Back-end isolado: Precisava ser independente do front-end.
Criar minhas funções: Eu precisava ter liberdade para programar minhas funções no back-end.
Acesso ao código: Possibilidade de fazer download do código fonte.
Componentização: Capacidade de criar componentes reutilizáveis para manter o padrão.
Gerenciamento de Design System: Controle centralizado de paletas de cores, tipografias e temas.
Templates: Implementação do conceito de templates para acelerar novas páginas.
Javascript personalizado: Possibilidade de injetar funções JS específicas.
Integração via API: Conectividade total com serviços externos.
Controle de Versão: Integração nativa com GIT.
A régua estava alta. Eu precisava que essas ferramentas fizessem tudo isso muito bem.
A Experiência Prática
Eu já tinha uma bagagem com LowCode. Há alguns anos, tive um estúdio que desenvolvia exclusivamente para agências parceiras. Usávamos muito WordPress com Elementor Pro para entregar sites institucionais rapidamente. Agilizava muito a entrega.
Porém, existe um abismo entre desenvolver um site e desenvolver um sistema (SaaS). Sites são estáticos ou pouco dinâmicos; sistemas exigem lógica complexa, segurança e tratamento de dados robusto.
Comecei a testar as plataformas tentando implementar meus requisitos, um a um. Desenhei algumas telas do meu SaaS e comecei a implementação prática. Não fiquei apenas na teoria; tentei aplicar padrões de projetos e simular o crescimento da aplicação para ver se a plataforma aguentava o tranco.
A minha experiência prévia ajudou muito. Eu sabia exatamente o que precisava ser feito, a dúvida era apenas se a ferramenta permitia.
A Conclusão
Após meses de testes e aprendizado, cheguei a uma conclusão: Sim, é possível desenvolver um SaaS robusto com LowCode.
Deixando claro: não testei ferramentas NoCode (sem código), pois elas limitam demais a lógica. O LowCode (pouco código) foi o equilíbrio perfeito.
Como tenho noção exata de quanto tempo leva para codificar uma feature no método tradicional, fiquei impressionado com a velocidade. Coisas que levariam uma semana para estruturar, no LowCode resolvi em um dia.
Além da velocidade de desenvolvimento, eliminei uma carga enorme:
Não preciso configurar ambiente de desenvolvimento (é logar e fazer).
Não perco tempo configurando pipelines de deploy complexos.
Não preciso gerenciar conflitos de versões de bibliotecas.
Decisão tomada: vou desenvolver meu SaaS e montar minha operação aqui em Portugal 100% baseada em LowCode. Descobri um ecossistema maduro e pronto para uso profissional.
Nos próximos artigos, vou começar a contar exatamente quais plataformas LowCode escolhi.
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Parabéns pela iniciativa. Aguardando os próximos capítulos.😉
Obrigado pela iniciativa de documentar seu processo de construção! Já estou esperando seus próximos posts para ver os recursos low code testados. Sucesso para você!