Por que eu parei de escrever código
Entenda como a Inteligência Artificial acelerou a criação do meu SaaS e por que focar na arquitetura do negócio é muito mais interessante
Quando decidi tirar a minha startup do papel aqui em Portugal, me vi diante de um problema bem chato. Eu já estava até o pescoço desenvolvendo um software complexo na unha para outra startup no Brasil. A ideia de virar as noites digitando código para um novo SaaS simplesmente não era viável. Faltava energia física e mental para dar conta de tudo.
Fui buscar alternativas para não deixar a ideia morrer. Passei um tempo explorando os limites das ferramentas LowCode e apostei em uma dupla que me pareceu confiável. Escolhi o Supabase para o banco de dados e o WeWeb para as telas. O plano era bem pragmático. O Supabase me dava a segurança de uma fundação robusta. Já o WeWeb, se não desse conta do recado, eu refazia a interface depois com algo mais tradicional.
Fiz a base inteira por lá. Configurei banco, APIs e montei os primeiros módulos. Estava gostando do processo, apesar de esbarrar em algumas limitações chatas.
Mas logo em seguida o jogo virou.
Começaram a surgir os modelos de Inteligência Artificial com verdadeira capacidade de programação. Como sou curioso, fui testar na mesma hora e fiquei absolutamente impressionado. A qualidade de interpretação do contexto e a precisão na geração de código eram algo que eu nunca tinha visto.
Eu sou desenvolvedor há mais de quinze anos, mas antes de tudo sou um empreendedor. Meu foco sempre foi o negócio e o produto. Nunca fui aquele programador fissurado por escrever código pelo simples prazer de digitar sintaxe. O que me fascina é a arquitetura do sistema e a solução do problema do cliente. E esse é exatamente o alimento mais precioso que a IA precisa para funcionar bem.
Passei a usar um método baseado em especificações. Em vez de tentar fazer tudo de uma vez, eu divido o software inteiro em pedaços bem pequenos. Detalho o que precisa ser feito, crio as instruções e desenvolvo em blocos. É como dirigir uma obra. Isso evita que a IA alucine e me permite conferir tudo parte por parte, mantendo a qualidade.
Em muito pouco tempo eu consegui desenvolver o meu SaaS inteiro usando IA. Foi com uma velocidade absurda e sem perder o controle da arquitetura.
Honestamente, faz tempo que não programo da forma tradicional. Se preciso de uma função para limpar os dados de um formulário, peço para a IA, reviso a lógica e pronto. Quando preciso criar uma página nova, entrego as especificações, detalho as seções, e em poucos segundos a tela nasce pronta e com os componentes organizados.
O que antes era apenas uma intuição, hoje é uma certeza para mim. A necessidade de programar para desenvolver software mudou completamente. O que está morrendo de verdade é a necessidade de digitar sintaxe linha por linha de forma repetitiva. O desenvolvedor moderno está deixando de ser o operário do código para atuar muito mais como um diretor ou arquiteto do negócio.
E eu estou adorando essa evolução.
Hoje em dia eu desenvolvo absolutamente tudo com IA, mas sempre mantendo uma base sólida de programação por trás para garantir que a fundação não desmorone. Quando você para de brigar com a sintaxe, sobra muito mais tempo para pensar em como a tecnologia pode de fato dar lucro e melhorar a vida das pessoas.
No futuro, não haverá mais o programador JavaScript, PHP ou C#. Teremos apenas arquitetos de negócios construindo a ponte entre o que o cliente precisa e o que a IA pode executar.
Aproveitando o papo... se você está perdendo tempo com processos manuais na sua empresa ou tentando entender como a IA pode realmente dar lucro em vez de só gerar dor de cabeça, talvez eu possa ajudar.
Não tenho nenhuma fórmula mágica de guru para vender, mas ajudo a desenhar e construir a arquitetura certa para o seu negócio rodar mais leve e focado no que importa.
Se fizer sentido para o seu momento, dá uma olhada em como a minha consultoria funciona: https://ricardojosino.com/consultoria
That’s all folks!

